©  ABTCe - Associação Brasileira de Traumatismo de Crânio Encefálico. 

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História TCE

Em 1992, o já falecido senador americano Ted Keneddy, irmão do presidente John Fitzgerald Keneddy, propôs uma lei que permitia que as pessoas que fossem vítimas de um trauma crânio encefálico (TCE) nos Estados Unidos e ficassem com sequelas, passassem a ter direitos semelhantes àqueles portadores de outras deficiências.

Quem imagina que os projetos de lei tramitam no senado americano de forma mais rápida que aqui no Brasil, pode enganar-se. O projeto demorou cerca de 6 anos para ser aprovado e em 1998, surgia a lei denominada de , "TBI ACT" ou lei do TCE .
Esta lei tem abrangência federal, portanto passou a valer 2 anos depois em todo o território americano e mudou totalmente o modo como os pacientes vítimas de TCE passaram a ser tratados e reabilitados tanto nos Estados Unidos como em vários países.


Até o ano 2000, um individuo que sofria um TCE, geralmente recebia o primeiro atendimento no pronto-socorro, por um neurocirurgião (como é até hoje), na fase aguda do trauma. Em muitos casos o paciente passava por um período em coma e/ou internação hospitalar e, posteriormente, seguia o acompanhamento fora do hospital com o próprio neurocirurgião. O médico avaliava se o paciente iria necessitar de reabilitação motora, para fala ou neuropsicologica , caso ficasse com algum problema cognitivo ou como se fala popularmente, de raciocínio. As ações medicamentosas se limitavam aos sintomas, geralmente convulsões, agitação ou depressão.


Após o "TBI ACT", uma revolução mudou esta postura. O tratamento passou gradativamente a tornar-se integrado e transdisciplinar e recebeu o reforço importante de medicamentos que podem auxiliar na recuperação.
Entra em cena a partir de então o Neurologista, antes sem participar do tratamento de pacientes com TCE, começa a ser peça fundamental na equipe de profissionais que iriam reabilitar o paciente.
O neurologista passa a ter a função de coordenar a equipe e decidir junto com ela e o paciente, qual será o roteiro da reabilitação ,Tem também a função de entender o mecanismo do trauma daquele paciente, local ou locais das lesões e atuar com medicamentos que em algum casos podem potencializar as respostas aos tratamentos propostos.


A partir de 2007, a Academia Americana de Neurologia, passou a incluir o tema TCE em seus congressos e, em 2014, o neurologista passou a ter a oportunidade de certificação como especialista em TCE naquele país.

No Brasil, a Academia Brasileira de Neurologia, criou o departamento científico de TCE em 2014, quando passou a incluir em seus congressos palestras sobre o trauma de crânio.


O primeiro serviço público de reabilitação cognitiva pós TCE no Brasil foi criado por volta de 2008, no HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que é, infelizmente, o único serviço público exclusivamente direcionado para o TCE que encontramos no Brasil.

Paralelamente a isto, são criadas associações de apoio aos pacientes, cuidadores e para difundir estes novos paradigmas. Nos Estados Unidos surge a NABIS (North American Brain Injury Society) em 2000 e logo a seguir a IBIA ( International Brain Injury Association).

No Brasil, a Associacao Brasileira de Trauma Crânio Encefálico (ABTCE) foi fundada em agosto de 2013. 

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